A Verdadeira História dos Zumbis (II)

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“Com o que você sonhou? Está tudo bem, nós te dissemos com o que sonhar!” (Trecho de ‘Welcome to The Machine’ – Pink Floyd)

No último artigo, falamos sobre a origem da palavra zumbi e como – muito mais do que apenas um morto-vivo – ela significava alguém condenado a uma eterna escravidão, sem ter qualquer possibilidade de pensar por si próprio.

Falamos também sobre os zumbis modernos, pessoas que se deixam escravizar em sistemas religiosos e ideológicos e como isso pode ser nocivo. Neste artigo, vamos ver como perceber se um sistema está tentando te escravizar, para que você possa evitar se tornar um:

1) Verdades Absolutas
Uma das características dos sistemas que forma zumbis é que as verdades são sempre absolutas e há pouco espaço para opiniões divergentes. Na realidade, apenas o Eterno é absoluto e, por melhor que seja o estudo, a teoria ou o professor, não existe ninguém perfeito ou detentor de toda a verdade.

Justamente porque ninguém tem toda a verdade, a Bíblia Hebraica diz: “Na multidão de conselhos há segurança.” (Provérbios 11:14)

Para não ser um zumbi, é preciso ouvir ler e ouvir várias fontes, claro, desde que bem fundamentadas. Por essa razão, frequentemente nos nossos estudos de exegese bíblica procuro apontar pontos de vista diferentes. E acredito que todo aquele que estuda deve buscar ainda outros.

2) Culto à Personalidade
Outra característica dos sistemas produtores de zumbis é idolatrar homens. Sempre procuram estabelecer os seus “santos intocáveis” ou aquelas pessoas que são vistas acima de todos. Tornam-se quase que como mediadores entre você e o Eterno, ou entre você e a verdade, de modo que você precisa cada vez mais deles. Muitas vezes, existe até medo em questioná-los.

Lembre-se que não existe homem perfeito, nem pessoa que deva se colocar acima dos outros. E a maioria das críticas que foram feitas na Bíblia Hebraica foram justamente aos líderes. E o Eterno diz: “Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas.” (Jeremias 9:23)

3) Alienação
Normalmente, os sistemas geradores de zumbis promovem uma identidade alienadora. Você pertence ao grupo dos escolhidos, dos santos, dos iluminados, etc. e, por conta disso, deve se afastar das demais pessoas. Às vezes, até de familiares. Isso reforça sua dependência afetiva daquele grupo e tem por objetivo impedir que você dele se afaste, para não perder o convívio social.

Não há porque alienar pessoas da sua vida. Lembre-se do que diz a Bíblia Hebraica: “Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Senhor?” (Malaquias 2:10)

4) Cultura do Medo
O medo é uma realidade sempre presente nesses sistemas. Medo de questionar, medo de pensar, medo de ter falta de fé, medo de pecar, medo de ser punido, medo de desagradar o Eterno, medo, medo, medo!

Reflita. Será que você está com medo do Eterno, ou medo do que as pessoas dizem sobre Ele? Lembre-se: “Quem teme ao homem cai em armadilhas, mas quem confia no ETERNO está seguro.” (Provérbios 29:25) (Clique aqui para ler outro artigo sobre o medo)

5) Supervalorização da Identidade
Nos sistemas produtores de zumbis, a identidade é tudo. Frequentemente, a identidade do grupo está acima até mesmo do próprio Eterno. Tudo gira em torno do rótulo, não da transformação interior. Cuidado! De nada adiantam termos, carteirinhas, papéis ou títulos. No fim das contas, o Eterno não vai te julgar por títulos ou rótulos, mas sim por atitudes.

Lembre-se sempre: “Eu sou o ETERNO que sonda o coração e examina a mente, para recompensar a cada um de acordo com a sua conduta, de acordo com as suas obras.” (Jeremias 17:10)

Essas são algumas coisas básicas a se observar para não ser um zumbi. Se, após ver essa lista, você suspeitar que está sendo escravizado por algo ou alguém, então procure pessoas neutras, converse a respeito, e peça direcionamento do Eterno.

Porque o Altíssimo te criou um ser pensante, autêntico, com sua própria individualidade e subjetividade, e não deseja que você seja escravo de ninguém.

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