Lidando com a Tribulação – Parte 1

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Como lidar a tribulação?

Tribulação é um tempo de dificuldades, lutas e grandes angústias. E, frequentemente, acompanhado daquela sensação de o mundo desabou sobre nossas cabeças. Quem nunca passou por um momento no qual uma tribulação parece sufocar ao extremo?

Esta pequena série de artigos pretende ser como um norte, orientando em tais situações para ajudar justamente a responder à pergunta mais básica: Além de orar e clamar ao Senhor por socorro, o que mais podemos fazer?

A primeira coisa a fazer é diferenciar entre duas situações básicas: Aquela que depende de você, e aquela que depende de uma ação do Senhor.

 

1) O Controle Positivo na Tribulação

“Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.” (Pv. 25:28)

Deter o controle é bom, desde que isso se refira ao auto-controle. Uma pessoa passando por situação de tribulação deve se concentrar em si mesmo. Deve buscar encontrar forças para fazer aquilo que precisa fazer, e ter domínio próprio para lidar com aquilo que está a seu alcance.

O controle positivo é aquele no qual nós nos perguntamos: O que eu possa fazer, na prática, que possa trazer alguma melhoria para essa situação, mesmo que seja algo pequeno?

Não devemos desprezar o efeito das nossas ações. Até porque, mesmo uma pequena e modesta melhora pode fazer a diferença, no longo prazo, quanto ao que conseguimos suportar.

Busque sempre refletir: Estou realmente fazendo tudo o que posso? Existe algo que eu possa ainda fazer para melhorar?

 

2) O Controle Negativo na Tribulação

Mas, existe um limite. Observe o que diz Daniel acerca do Senhor:

“O Eterno faz tudo o que lhe agrada, nos céus e na terra, nos mares e em todas as suas profundezas.” (Sl. 135:6)

Quando o Eterno irá agir? Até que ponto tolerará a iniquidade? Por quanto tempo me conduzirá pelo deserto? Até que ponto irá me provar? Por que me faz passar por essa experiência?

São perguntas que têm uma coisa em comum: Elas se referem a algo que está nas mãos do Senhor, e dEle exclusivamente. E é aí que entra a fé.

A fé é a certeza de que tudo que está nas mãos dEle ocorrerá da melhor maneira possível, segundo os Seus planos.

O auto-controle se torna o ser excessivamente controlador quando tentamos controlar circunstâncias que não estão ao nosso alcance. E aí, perdemos o foco daquilo que é principal.

Pense no controle como uma bateria. Se você gastar energia tentando controlar aquilo que não está ao seu alcance, não terá carga suficiente para ter controle sobre aquilo que você realmente pode controlar.

Faça-se, portanto, essa pergunta: O que eu posso controlar, e o que não posso?

Foque-se em pensar e em fazer aquilo que está ao seu controle. Quanto ao restante, evite gastar energia. E sempre que vier a preocupação à sua mente, faça o seguinte exercício: Declare a preocupação em voz audível, numa oração.

Por exemplo: Eterno, Senhor de todas as coisas, está me vindo ao coração uma preocupação com… (diga a situação)… entrego-a nas suas mãos, e peço que tu fortaleças a minha fé em Ti. Bendito sejas Tu, Eterno, que estás no comando de todas as coisas. Amém!