Possessão e Exorcismo: O que fazer?

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“Ou quando sobre o homem vier o espírito de ciúmes, e tiver ciúmes de sua mulher, apresente a mulher perante o ETERNO, e o sacerdote nela execute toda esta lei.” (Números 5:30)

Você já foi tomado pela raiva e se descontrolou? Já teve uma crise de choro por conta de estresse? Já fez alguma coisa e depois ficou surpreso, como se você não se reconhecesse naquelas ações?

Se respondeu sim para as perguntas acima, você já foi possuído.

Mas, antes que você fique apavorado, vamos entender o que estar possuído significava nos tempos da Bíblia Hebraica. Porque nela, a palavra “espírito” tem um sentido bastante diferente daquilo que as pessoas pensam nos dias de hoje.

No original, a palavra rua’h, traduzida como “espírito”, significa literalmente vento. Pense num veleiro no mar, ou numa planta numa floresta. Quando bate o vento, eles são movimentados. Eles são levados de uma forma involuntária.

Portanto, quando é dito na Bíblia Hebraica que um espírito de alguma coisa veio sobre a pessoa, isso significa que a pessoa agiu de uma maneira fora do normal.

No caso do exemplo citado no começo do artigo, o marido teve uma crise de ciúmes. Mas repare que o “exorcismo” recomendado é uma cerimônia que revelaria se a mulher tinha culpa ou não, tudo para passar a crise de ciúmes porque no Oriente Médio antigo o marido podia matar a mulher e ninguém falaria nada.

Note bem que a Bíblia não entra no mérito de quem foi culpado pela situação. Pode ser que o marido estivesse exagerando ou pode ser que a esposa tenha realmente dado motivos.

Dependendo da cabeça ou do estresse passado, isso pode se manifestar até na forma de uma outra personalidade, mais agressiva e que fala tudo aquilo que a pessoa não queria falar, ou que se recorda de coisas que a pessoa não queria lembrar.

Ou seja, para a Bíblia Hebraica, quando uma pessoa é “tomada por um espírito”, significa que ela sai do seu normal. É equivalente a dizer, no português, que a pessoa está fora de si. Ninguém está livre disso, e tem a ver com a situação ser emocionalmente intensa, isto é, não tem a ver com ser ou não culpa da pessoa.

Mas, o que devemos fazer quando isso acontece? Observe:

“E sucedia que, quando o espírito mau da parte do Senhor vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa, e a tocava com a sua mão; então Saul sentia alívio, e se achava melhor, e o espírito mau se retirava dele. 1 Samuel 16:23

Vamos falar sobre o fato do espírito vir da parte do Senhor noutro artigo. Por hora, vamos observar que nas duas situações mudam os detalhes mas recomendação é a mesma: Fazer alguma coisa para acalmar a pessoa.

E era isso que os exorcistas faziam nos tempos da antiguidade: Usavam de orações, música ou qualquer outra coisa que pudesse acalmar a pessoa. E repare que o acalmar é descrito como ser liberto.

Se você estiver diante de uma situação assim, faça o seguinte:

1) Ore com a pessoa: Seja firme na oração e fale com autoridade, pois uma pessoa em descontrole responde bem a nomes e figuras de autoridade.

2) Faça algo que a tranquilize: Leia um salmo, toque uma música ou algo semelhante que você sabe que irá acalmar a pessoa.

3) Procure ajuda: Caso a coisa esteja saindo do controle, procure a ajuda de um profissional de saúde mental, ou a ajuda da polícia ou do corpo de bombeiros.

4) Entenda a prioridade: Num primeiro momento, o que importa é passar a crise. Depois se pensa numa solução de longo prazo, para se entender porque a coisa chegou a esse ponto.

Se for você que está passando pela situação, procure pensar no Senhor, e faça a seguinte oração:

“Senhor, já não tenho forças para me controlar, mas onde sou fraco, Tu és forte. Tu és a minha rocha e o meu refúgio, e tu me salvas da angústia, e me sustentas na adversidade. Acalma meu coração e me faz ter a certeza de que Tu estás comigo. Bendito é o Senhor, que resgata seus filhos da angústia.”

Se necessário, siga os passos 2 e 3. E lembre-se: Você não é pior que ninguém por passar por isso, pois qualquer pessoa pode ficar nessa situação.

O importante é saber como agir na hora certa.