Black Friday e Vida Espiritual

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Os problemas da Black Friday
Os problemas da Black Friday
Black Friday ou Black Fraude?

Por influência cultural, a Black Friday desembarcou por aqui e ganhou popularidade. Porém, como não existe um bom motivo para os descontos, ela logo se transformou no que muitos chamam, de forma bem humorada, de Black Fraude.

Isto é, poucos são os lojistas realmente oferecendo bons descontos. A maioria forja descontos, subindo preços dias antes, para abaixar na ocasião e fingir que está praticando desconto. “Tudo pela metade do dobro!” – como dizem.

 

Por que, muitos se perguntam, a Black Friday funciona tão bem nos EUA e no Brasil não?

Dizer que os comerciantes brasileiros são desonestos é uma visão muito simplificada da questão. Existe um motivo maior: A data gerou expectativa de descontos, mas não existe um porquê desses descontos acontecerem.

 

As Razões da Diferença

Nos EUA, a Black Friday surgiu porque era uma época em que os grandes lojistas precisavam se livrar do estoque antigo para poder receber as mercadorias de Natal. Para eles, era mais vantajoso vender a preço de banana do que ter que dar algum outro destino para o estoque antigo.

No Brasil, esse tipo de prática faz muito menos sentido. Salvo no caso de alimentos, não temos tantas lojas enormes de varejo assim. E temos nossa própria cultura de épocas nas quais os lojistas trocam estoques.

Não é à toa que na Black Friday brasileira, alguns dos melhores descontos aparecem justamente em alimentos. Porque a indústria alimentícia já está acostumada com trocar estoques nessa data. Supermercados querem mesmo se preparar pro Natal.

 

O que podemos aprender com isso?

Mas, o que isso tem a ver com a sua vida espiritual?

Repare como surge a mentira na Black Friday: Não é apenas desonestidade. É porque os lojistas estão tentando ser uma coisa que não são. Isto é, enquanto houver expectativa de descontos, sem que haja um motivo real para eles acontecerem, a tendência é haver fraude.

Em outras palavras, as circunstâncias favorecem o pecado. E isso também acontece conosco. Claro, isso não exime o pecador de suas escolhas, mas deve acender uma luz amarela.

As Escrituras dizem: “Pode alguém guardar fogo no peito sem queimar a roupa? Pode alguém andar sobre brasas sem queimar os pés?” (Pv. 6:27-28)

Muita gente se frustra na sua luta contra o pecado porque fica tentando não pecar, num ambiente que estimula o pecado. É como sair na chuva e tentar não se molhar: Uma luta inglória, que só vai resultar em frustração.

Mas, então, qual a solução? Há apenas duas: mudar o ambiente, ou mudar de ambiente.

No caso da Black Friday, há duas possibilidades. Ou os varejistas mudam toda a forma de lidar com seus estoques e datas, ou muda-se a data dos descontos. Na verdade, o Brasil já tem algo parecido com a Black Friday: O mês de janeiro, logo depois do Natal, quando os lojistas querem se livrar do excesso de estoque de fim de ano. Nessa época, há mais descontos verdadeiros.

 

Lidando com o Pecado

Trazendo esse paralelo para sua vida espiritual: Ou você muda de ambiente, parando de tentar insistir viver uma coisa que sempre te levará à tentação de pecar, ou tenta modificar o ambiente para que você possa deixar de ser tentado.

Reflita: Vale à pena trabalhar com coisas que te levam a pecar? E sair para almoçar com colegas fofoqueiros, se você tem dificuldade de resistir a participar da fofoca? É bom manter amizades que só te levam pro caminho negativo? É positivo tentar ser o que não se é?

E depois pense: O que é mais prático, adaptar a circunstância ou deixá-la para trás? Se você conseguir encontrar uma forma de fazer uma dessas duas coisas, ficará muito mais fácil de combater o pecado.

Lembre-se: “Meu filho, se os maus tentarem seduzi-lo, não ceda!” (Pv. 1:10)