O Anjo e a Criatura Restaurada

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Aconteceu na Turquia. Em meio a latas de lixo em um beco, uma criatura se movia. Tão horrenda, que os que lá passavam não tinham coragem de se aproximar. Queriam distância, passando apressadamente e fingindo não ver o que era.

A criatura era desfigurada, com dentes proeminentes, olhos cerrados e pêlos duros e sujos. E com um semblante nada convidativo.

Um dia, uma menina de sete anos se aproximou. Percebeu que a criatura, na realidade, era uma gatinha. Não tinha uma das orelhas e sua boquinha era retraída, expondo nariz e dentes. Abandonada, provavelmente por causa de seus defeitos físicos, estava faminta, com frio e com medo.

A menina a levou para casa e – com lágrimas nos olhos – pediu aos pais para cuidar dela e ficar com ela. Movidos pela grande compaixão da filha, os pais levaram o animalzinho para o hospital veterinário. A gatinha recebeu tratamento para os olhos, fechados pela conjuntivite, e cirurgias para corrigir seus defeitos.

Alimentada e tratada com muito amor, tornou-se uma linda gatinha tricolor. Os defeitos que outrora a fizeram ser abandonada e rejeitada, hoje mais parecem traços que lhe dão singularidade.

O final feliz dessa história ocorreu graças a um anjo do Altíssimo. Não daqueles que são pintados com espadas e derrubam exércitos. Mas um anjo que veio na forma de uma menina de sete anos.

Muitas vezes, na vida, podemos nos sentir como esse gatinho: Desprezados, sozinhos e até mesmo indignos de sermos resgatados, em virtude de nossos defeitos.

Porém, o Altíssimo tem outra forma de ver as coisas. Observe um trecho da metáfora que Ele usa a respeito dos habitantes de Jerusalém:

“Não se apiedou de ti olho algum, para te fazer alguma coisa disto, compadecendo-se de ti; antes foste lançada em pleno campo, pelo nojo da tua pessoa, no dia em que nasceste… E, passando eu junto de ti, vi-te a revolver-te no teu sangue, e disse-te: Ainda que estejas no teu sangue, vive… Então te lavei na água, e te limpei do teu sangue, e te ungi com óleo. Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei de pele fina, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda.” (Ez. 16:5-6,9-10)

A ilustração chega até a ser parecida com a situação da gatinha. E isso não é por acaso.

O Eterno é Aquele que ama quando ninguém mais ama. É Aquele que cuida, quando ninguém mais quer. É Aquele que vê coisas boas, quando ninguém mais vê. E é Aquele que restaura mesmo depois de todos terem desistido.

Se você hoje estava se sentindo assim, e leu esta mensagem, saiba que nada é por acaso. Porque os cuidados do Eterno são sutis. Às vezes, tão sutis quanto o olhar de uma criança de sete anos.

Aquilo que todos vêem como defeitos em você – e do que talvez até você mesmo tenha se cansado – o Criador vê como potencial. E disso falaremos noutro artigo, brevemente.

O mais importante de tudo, neste momento, é ter a certeza de o Senhor jamais desistiu, e jamais desistirá, de você. Mas, da mesma forma que uma criança de sete anos pode passar desapercebida numa multidão, talvez você ainda não esteja vendo os anjos que Ele colocou ao seu redor.

Mas, dê tempo ao tempo, e os planos dEle se realizarão na sua vida.

Fonte da história: Happycats.